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13 abril, 2010

O CASO ARI E LUPÉRCIO




TEXTO: (BLOG DO HOLANDA) -



Os políticos no Amazonas vivem em função de um projeto de poder. Eles não governam. Tomam conta dos governos. Na prática, confundem público com privado. Esse comportamento se estende a outros poderes, como o Judiciário e o Ministério Público. Querem um exemplo? Nas últimas horas foi novamente lembrado - agora pelo desembargador Ari Jorge Moutinho - como o seu filho, Ari Jr, foi guindado a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O desembargador diz que a nomeação decorreu da militância política de Ari e do estreito relacionamento do filho com o ex-governador Eduardo Braga. Em parte é verdade, em parte não.
Vaga aberta na Câmara Federal com a renúncia de Carlos Souza, eleito vice-prefeito em 2008, foi montada uma poderosa engrenagem que envolveu o Executivo, o MP e o Judiciário para "limpar" a ficha de Ari Jr, envolvido nos escândalos da Operação Albatroz, e de Lupercio Ramos, acusado de ter engravidado e forçado uma menor a fazer aborto.
A renúncia de Carlos colocava Ari Moutinho Filho na Câmara Federal. Mas o então governador Eduardo Braga entrou em cena e lhe ofereceu o cargo vitalício de Conselheiro do TCE. Ari aceitou a proposta, abrindo mão do mandato em favor do segundo suplente da coligação, Lupércio Ramos.
Estava caracterizada a rede de interesses.
O Promotor de Justiça, David Jerônimo, do Tribunal do júri, foi designado pelo Procurador Otávio Gomes para analisar o processo da operação albatroz. O promotor imediatamente pediu o "arquivamento" do inquérito por entender prescritos os crimes atribuídos a Ari. Pedido aceito pelo Juiz Jorge Manoel Lopes Lins, isso um dia antes da posse do novo conselheiro do TCE.
Em seguida, o sub-procurador geral do Ministério Público Estadual, Edilson Martins, designado por Otávio Gomes -irmão de Lupércio Ramos - pediu o arquivamento do processo que envolvia Lupércio por suposta prática de aborto em uma menor de idade. Pedido aceito pelo Desembargador Jovaldo dos Santos Aguiar, meses depois aposentado compulsoriamente pelo CNJ por não honrar o exercício da justiça.
Resumo da ópera: Ari inocentado - a pedido do Ministério Público, assume o cargo vitalício de conselheiro do TCE e Lupércio Ramos, também inocentado a pedido do Ministério Público, assume o cargo de deputado federal para concluir o mandado deixado por Carlos Souza.
Analise os fatos e tire suas conclusões...

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