ONG só não é mais corrupta porque ainda é GURI.
Relator quer que Paulinho esclareça doação de apartamento para ONG Paulinho depõe no Conselho de Ética e diz que é inocente Conselho de Ética suspende depoimento de Paulinho Paulinho volta a negar acusações de desvio de recursos do BNDES PF apura verbas a ONGs de mulher e aliado de Paulinho
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, apresentou nesta quarta-feira (9) uma nova versão para a doação de um apartamento pelo ex-conselheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Pedro de Moura, a ONG Meu Guri, presidida pela mulher de Paulinho, Elza Pereira.
Paulinho e Moura são acusados de participar de um esquema de desvio de recursos do BNDES. A quadrilha foi desmantelada pela Polícia Federal durante a Operação Santa Tereza.
Até terça-feira (8), Paulinho sustentava a versão de que o apartamento foi doado por Moura à ONG. O imóvel, estimado em R$ 80 mil, não foi utilizado pela instituição e acumulou dívidas de impostos e taxas por alguns anos. O deputado argumentava que Moura resolveu, então, recomprar o apartamento por R$ 37,5 mil, abatendo as dívidas.
Na retomada do depoimento nessa quarta-feira, Paulinho trocou a versão apresentada até agora. Segundo ele, Moura assinou na verdade uma procuração para que Elza Pereira vendesse o imóvel. O dinheiro da venda iria para os cofres da ONG Meu Guri.
“Foi uma cessão para venda do apartamento e não uma doação. Ele fez uma procuração, o apartamento sempre ficou no nome dele. Ele fez procuração para que ela [a esposa de Paulinho] vendesse”, explicou.
Segundo a nova versão do deputado, ele disse a Moura que não seria justo ele deixar as crianças sem nada, depois de doar o apartamento. “Aí nós dissemos que ele não podia levar o apartamento e não deixar nada para as crianças e aí ele fez uma doação de R$ 37,5 mil. Não era justo que ele apenas pegasse o apartamento de volta”, contou o deputado.
A operação suspeita abre margem para interpretações da Polícia Federal. Uma delas é que o valor se refere na verdade a duas partes de uma propina de aproximadamente R$ 18 mil, que era paga para os integrantes do esquema de desvios do BNDES.
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