Translate

18 setembro, 2007

Amor platônico. Quem nunca teve um?




Atire a primeira pedra quem nunca teve um amor platônico. Primeiro, vamos a definição. Amor platônico é aquele que nunca se concretiza, que fica apenas na idéia. "Platônico" vem de Platão, justamente porque o filósofo grego acreditava na existência de dois mundos: o das idéias, onde tudo seria perfeito e eterno e o mundo real, finito e imperfeito, uma cópia mal-acabada do mundo ideal.

A INTERNET remete a esse mundo ideal citado por Platão, onde tudo pode ser perfeito, com a Internet o acesso ficou mais fácil, mais rápido e mais seguro. Inclusive por parte dos adolescentes que, em muitos casos, passam anos esperando pela realização de um amor idealizado numa fase normal da vida, de amadurecimento afetivo e de busca de inserção, quando se apaixonam por um professor ou por um artista.
O amor platônico revela uma dose de imaturidade emocional, à medida que nunca experimenta os limites e as frustrações de uma relação concreta. Psiquicamente, ele reproduz o amor infantil pelos pais, vistos como figuras perfeitas e supervalorizadas. O amor platônico é sempre casto. Como toda experiência amorosa, ele também pode servir ao auto-conhecimento já que estimula a reflexão sobre os motivos que impedem a pessoa de ter uma relação madura consigo mesma e com o outro. Em muitos casos, os adolescentes passam anos esperando pela realização de um amor idealizado. É a fase de amadurecimento afetivo, quando se apaixonam por um professor ou artista.

Para que sejamos capazes de dar amor, é preciso amar a si mesmo. É importante a experiência do estar apaixonado. Nada como conviver com alguém de quem gostamos, mesmo que seja para tentar se tornar uma pessoa melhor: menos egoísta, mais tolerante, mais generoso. Amar é fazer pequenas concessões em nome de algo maior.

O amor platônico e as mulheres

Normalmente, o amor platônico está envolvido com o MEDO de descobrir as imperfeições. Ou pior, o medo de nem haver a possibilidade de descobrirmos tais imperfeições. O problema é que sonhamos e sonhamos demais. Por exemplo, aos 20 anos, sonhamos com o ídolo pop, um professor e, aos 40 anos, o objeto do amor platônico é uma fantasia, um ideal de relacionamento, um ideal de “homem”; ou até mesmo uma pessoa “proibida” como o marido da melhor amiga, o cunhado...
Muitas vezes, o amor platônico acaba por nos incapacitar de criar elos possíveis de relacionamento já que ele nos “protege”, a gente pode se esconder por trás dele, sim pode ser sinal de auto-estima baixa, falta de confiança, insegurança.

O amor platônico revela uma dose de imaturidade emocional, à medida que nunca experimenta os limites e as frustrações de uma relação concreta. Algumas vezes pode ser “fuga da realidade” uma proteção para o “não sofrimento” a não exposição, não correr riscos...

Às vezes confundimos um “amor ideal” com “amor platônico”. O amor ideal é aquele que idealizamos, é o amor romântico. Esse tipo de amor pode evoluir para o “platônico”. Quando esse tipo de sentimento vira obsessão, quando não se pensa em outra coisa ou quando se abre mão de um relacionamento real ou quando não se cogita outras possibilidades e fica-se restrito a este universo, é preciso buscar ajuda. Por mais difícil e até complicada que seja a realidade é nela que nos relacionamos. É na realidade que vivemos e é nela que precisamos aprender a nos relacionar.


http://www.blogger.com

Nenhum comentário: